terça-feira, 22 de setembro de 2009

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Não. Na história dela não há culpados. Nem vilões. Não há nada errado. Só descompasso. Ela quer dançar Somewhere over the rainbow em um final feliz. Para ele, é um triste fim.

É por muito pouco que se quebra o copo. É por muito pouco que se escorre o sangue.

Ela amou cada bebedeira, cada risada, cada email bobo, cada cigarro, cada café, cada drama, cada filme, cada gole, cada suspiro do Leonard Cohen, cada beijo, cada traço das tatuagens dele, cada piercing colocado e retirado, cada despedida, cada chegada, cada mecha branca, cada lembrança, cada alta - e queda - da bolsa, cada brincadeira de criança, cada sonho dividido, cada música de Roberto, cada curva da estrada. Amou sem querer nada em troca. Amou, verbo intransitivo.

Mas, tal como um filme que ela viu ano passado, não há explicação. Por que algumas pessoas gostam de umas e não gostam das outras? Ou, se gostam, por que não gostam igual? E nem precisa ser igual, igual. Só um pouquinho igual...Não pode não? Não.

Ela se retira. Não sem amor, não sem querer que fosse diferente. Mas se retira. Porque precisa. E espera que ele entenda.

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