sábado, 11 de fevereiro de 2012

é Steffen!

e, graças ao Facebook, "nunca mais" deixou de fazer sentido e caiu em desuso.

sexta-feira, 13 de janeiro de 2012

Hiato

(pausa no chororo para conversar com o grego no facebook. Because:
"I want to give some love to the world. It´s important to give love. Love is the answer. It's important to have love even if it is painfull")

Amor é a resposta.

Stevan, Stefan, Stephan, Steffen, Ste van ou como Berlim me arrebatou de vez numa noite de Réveillon

A cidade é cinza no inverno. E os olhos dele também podem ser cinza. Ou azuis. Ou verdes. Eu duvido um pouco porque o gene do olho verde não pode deixá-lo azul, ou é um ou é outro. Mas ele interrompe o raciocínio em genética avançada com um beijo. Tão quente que poderia ser carioca. Mas não era. Nem grego. Nem francês. Era um beijo com sotaque alemão.

Tomei mais um gole de Augustiner e entrei no metrô. Em Senefelderplatz. Desci em 2012. Acordei em Neuköll.

Berlim é a cidade que abriga os desajustados. Os sem família, os que fazem sua própria família. Ela mesma uma cidade órfã. Sua mãe já foi a Prússia. Depois de um período nebuloso e um divórcio confuso, um casal lésbico cuidou dela. Duas alemanhas, gêmeas e incestuosas - Ruth e Raquel, comunista e capitalista. Quem não cabe, não se encaixa, não se entende, se encontra lá. Juro. A cidade, ela mesma, não se entende. Mas não derrapa. Não atrasa. Não se atrapalha. Uma cidade de caixas de banco punks, bichas felizes, anarquistas tatuados. Uma cidade para quem sabe a dor de ser o que é. Berlim é a delícia.

Em Berlim não precisa ter natal, mas precisa ter glüwein. Não precisa ter passado. Ela se reinventa a cada obra. A cada demolição. Uma nova Berlim dentro da antiga Berlim. Aquela que ainda é da Prússia. Aquela que tem 23 anos. Aquela que pariu meu nome do meio. E também aquela que está à frente do resto do mundo. Replicante mutante.

Em Berlim, eu teria filhos. E, por isso, quatro anos de ajuda do governo. Em Berlim, tudo seria diferente, aquele me disse um dia. E é verdade. Em Berlim eu sou eu. E basta. Em Berlim eu bebo e não acordo de ressaca. Em Berlim eu dou.

Berlim guarda a desgraça e os mármores da Grécia e também sua salvação nos cofres de Angela Merkel. Em Berlim os metrôs te levam aonde você quer.

E eu quero ir para Neuköll. Para aquele homem de 1,92m, com tatuagem no ombro esquerdo, que joga vídeo game e tem olhos que não decidem a cor. Aquele que só sei o primeiro nome, ou nem isso. Que nunca mais vou ver e que fugi como se fosse meu vizinho.

Eu quero Berlim. Agora. Aqui na Vila Buarque. Quero abrir a janela e sentir o cheio da Alexanderplatz.

Quero ir embora. Quero viver.

quarta-feira, 30 de novembro de 2011

tempo, ah, o tempo

2005 foi outra vida, ela disse.
1999 a única vida, eu digo.
e o agora, vida. Eu vivo.

Vedder continua cantando pra mim. Eu (ainda) tenho sapatilhas vermelhas (novas) para saltitar por aí. E (de novo) todo dia vou à casa cinza de que fugi por não suportar a dor dos olhos do fotógrafo triste.

Ninguém escreve mais como escrevia. E eu não acentuo mais ideia.

A criança sabedoria já dança balé. A sua menina vai para a escola e passa batom sabor morango (que era meu). O menino que vi nascer chama a mãe de chata.

As universidades na Grécia estão sem aula há 365 dias. E ele ainda me pede para sorrir. Lá da Antiguidade. E eu obedeço.

A pista ainda me surpreende. E eu vou embora com quem eu bem entendo. Porque, dizem, sou dessas.

Tudo mudou. Envelhecemos. Mas tem alguma coisa que nunca muda. E é bom.

Vou ver 2012 nascer numa Berlim fria. E aí, hein Susan Miller?

Dezembro

Pô, mudou.

sexta-feira, 26 de agosto de 2011

quase setembro

no fim, março foi um bom mês.
meu horóscopo diz que as coisas vão mudar até outubro.
e se não mudarem?

quarta-feira, 13 de julho de 2011

sonhos

Sonhei com você a noite toda. Já passaram quatro meses. No meu sonho, precisava falar contigo porque eu tinha mudado de casa e estava infeliz. Já passaram quatro meses. E eu mudei mesmo. Recado do subconsciente ou do Destino. Não sei, não acredito no Destino. Ele mente. Já passaram quatro meses. Te contei um dia, não deves lembrar, que em 2004, quando procurava minha casa atual e curava o corpo da depressão pós 22 anos, sonhava com você me guiando pelos caminhos irreais das imagens noturnas até o que seria meu quarto azul de hoje. Já passaram quatro meses. Mas, nesse sonho de ontem, não havia solução para a tristeza e você tinha um affair com uma amiga minha. Abandonada numa avenida da zona sul de São Paulo, caminhei surrealista pelo meu incosciente sem sentido - ele também sem esperança.
Sonhei com você a noite toda. Acordei achando que meia hora de café e cigarros talvez pudesse me fazer entender o que não consigo ver. Talvez a sabedoria de trapezista que vive em solo plano e confortável seja o que preciso agora. Mas não vou saber.
Tempos estranhos esses. Mal tenho fruta em casa.
Angustia.
Tenho vontade de chorar durante a tarde. Não por sua causa. Por minha mesma. Por não saber consertar o que fiz com minha vida. Por não confiar. Por não acreditar. Por não enxergar solução.
Quero morrer às vezes. E outras, ir para Berlim - sozinha. Desta vez.