E ela foi mesmo. O céu continua azul, o vento frio, as lojas e os cafés no mesmo lugar. As criancas com os pais à tiracolo - ou seria ao contrário? Até a lojinha que vende vibradores coloridos continua lá. Só ela mudou. Só ela agora é ELA. E ponto final.
E Berlim é só o comeco. Suas sapatilhas vermelhas têm muito o que tintilintar pelo mundo.
terça-feira, 4 de maio de 2010
terça-feira, 27 de abril de 2010
Coisa
Estou com uma coisa que nunca tive. Uma sensação de entrar na piscina numa noite de verão, de tomar caramel macchiato na thirty-thirrrrrrd street, de ter uma varanda cheia de plantas, de ver um menino nascendo, desse menino dormir no meu colo, de falar "oi, peixe, tudo bom?".... Mas nada disso aconteceu agora. Nada.
A felicidade é isso? E, se é felicidade, por que sinto vontade de chorar? E quem é feliz fica assim o tempo todo? Como consegue viver? Afê. Não estou entendendo nada!
A felicidade é isso? E, se é felicidade, por que sinto vontade de chorar? E quem é feliz fica assim o tempo todo? Como consegue viver? Afê. Não estou entendendo nada!
sexta-feira, 23 de abril de 2010
Outono
É tempo de esperar. Esperar o tempo passar, esperar as férias começarem, esperar a Copa, esperar o voo, esperar o vulcão parar, esperar o fim de semana, esperar para ver o que vai dar, esperar para dar, esperar o cabelo crescer, esperar o sol nascer, esperar o inverno passar por aqui e o verão por lá, esperar quanto dinheiro vai sobrar, esperar a TPM passar, esperar o batizado, esperar setembro chegar, esperar...
Eu odeio esperar.
Eu odeio esperar.
sexta-feira, 2 de abril de 2010
Masmorra
Nenhuma cadeia é mais severa do que o próprio sentimento. E eu nunca me senti tão livre. O amor acabou. E o sol invade a minha casa porque eu gosto das janelas abertas.
A princesa e o dragão. Ainda é um título. Mas quem sabe não vira história?
A princesa e o dragão. Ainda é um título. Mas quem sabe não vira história?
terça-feira, 23 de março de 2010
segunda-feira, 22 de março de 2010
domingo, 21 de março de 2010
Areia
Quando ela morrer, quer ser espalhada em cinzas pela areia do Gonzaga. Ali na direção da praça da Independência. A praça que é dela desde a época em que se trocavam saias de ouro de uma baiana por guaraná.
Ela nunca vai poder se queixar por não ter andado descalça sobre a areia branca. Um caso de felicidade simples. A areia sob a lua é fria. O pé afunda e cria raiz.
Há de ser mais forte quem tem raízes fincadas na areia. Quem nasce do árido. Quem busca por água a força. Quem sobrevive sobre os raios e trovões que vêm do mar.
Quando Iansã e Iemanjá conversam, a gente agradece.
Ela nunca vai poder se queixar por não ter andado descalça sobre a areia branca. Um caso de felicidade simples. A areia sob a lua é fria. O pé afunda e cria raiz.
Há de ser mais forte quem tem raízes fincadas na areia. Quem nasce do árido. Quem busca por água a força. Quem sobrevive sobre os raios e trovões que vêm do mar.
Quando Iansã e Iemanjá conversam, a gente agradece.
Assinar:
Postagens (Atom)
